Eu quero um amor ladrão !!!
Que me roube o ar,
bata a carteira da saudade,
furte rosas dos jardins alheios,
assalte a minha boca, e leve meus beijos,
arrombe o meu peito e apanhe o tanto de amor
que quiser levar.
Um amor ladrão, por favor,
Eu não darei queixa.
Severo Brincante
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Ogum de Ronda
Ogum
que Ronda,
o meu
e o coração dos meus,
inimigos.
Que monta guarda na porta,
No dendezeiro e no mariô
Ogum,
Que Ronda,
a minha vida e a sua,
faz morada na rua...
de par com Aluvaiá.
Ogum de Ronda
Rondai-nos
Machado Branco.
que Ronda,
o meu
e o coração dos meus,
inimigos.
Que monta guarda na porta,
No dendezeiro e no mariô
Ogum,
Que Ronda,
a minha vida e a sua,
faz morada na rua...
de par com Aluvaiá.
Ogum de Ronda
Rondai-nos
Machado Branco.
Manias
Dessa estranha mania de negar a dor,
De fazer-se forte, recusando ajuda,
De fingir sorrir, procurando graça,
De não acusar o golpe, alegando a esquiva,
Dessa estranha mania de negar o amor.
Severo Brincante
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Fun Fun
Ala fun fun Babá
Passos lentos, mas certos da vitória
Ala fun fun Babá
Calma na alma, e doçura na vida
Alá fun fun Babá
De Elejegbo a Salvador sempre a mesma paz
Alá fun fun Babá
Baba mi Osogian
Ala fun fun Babá
A paz também vai a guerra
Alá fun fun Babá
Babá mi Osolufon
A trégua eterna dos dias de paz
Alá fun fun Babá
A paz eterna , na trégua da guerra.
Epa Babá
Machado Branco
Passos lentos, mas certos da vitória
Ala fun fun Babá
Calma na alma, e doçura na vida
Alá fun fun Babá
De Elejegbo a Salvador sempre a mesma paz
Alá fun fun Babá
Baba mi Osogian
Ala fun fun Babá
A paz também vai a guerra
Alá fun fun Babá
Babá mi Osolufon
A trégua eterna dos dias de paz
Alá fun fun Babá
A paz eterna , na trégua da guerra.
Epa Babá
Machado Branco
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Adoro o engano
Os enganos meus, os seus, os nossos
Adoro os ledo enganos,
que garantem o dobro do preço pra descobrir
que se enganou.
adoro o engano,
que lhe obriga a rescindir o fosco
que pintou daquilo.
Desse tom esmaecido que tramou, oriundo
dos seus anos de praia.
Adoro o engano,
adoro os enganos, convictos e cheios de si,
os enganos que nos encontram e nos afastam
que despertam e alertam, pra onde mora o eu.
Adoro o engano,
Das certezas náufragas, das impressões bêbadas,
dos tombos sóbrios, da presunção apresuntada.
adoro o engano,
do blasé compulsório que tive
quando vi seu engano.
Ahh eu adoro o engano.
Severo Brincante.
Amor Tranca-Rua
Você é um Tranca-Rua do amor.
Encruzilhou meu caminho,
Fechou as portas, jogou as chaves fora,
Não deu mais brecha, nem que eu pudesse
nem por uma fresta, passar.
Você tranca a rua do amor.
Não me deu espaço, marcou o meu passo
me amarrou.
Você trancou a rua do amor.
Depois de você não acendo nem vela
pra caminho encontrar,
Encruzilhada estou.
Você é um Tranca-Rua do amor.
Me bebeu, me fumou, de bituca me fez,
deu seu ultimo gole e sambou.
Você é um amor Tranca-Rua.
Machado Branco & Severo Brincante
27/11/2014
Encruzilhou meu caminho,
Fechou as portas, jogou as chaves fora,
Não deu mais brecha, nem que eu pudesse
nem por uma fresta, passar.
Você tranca a rua do amor.
Não me deu espaço, marcou o meu passo
me amarrou.
Você trancou a rua do amor.
Depois de você não acendo nem vela
pra caminho encontrar,
Encruzilhada estou.
Você é um Tranca-Rua do amor.
Me bebeu, me fumou, de bituca me fez,
deu seu ultimo gole e sambou.
Você é um amor Tranca-Rua.
Machado Branco & Severo Brincante
27/11/2014
Golpe baixo
Pode até não acusar o golpe,
mas que vai passar um bom tempo
com a mão no peito, ahh isso vai
Quem disse que o amor não bate?
Bate, e bate muito.
No ringue da vida, o amor é invicto,
de todo jeito ele sai ganhando,
Seja por bem, ou por mal.
Severo Brincante
27/11/2014
mas que vai passar um bom tempo
com a mão no peito, ahh isso vai
Quem disse que o amor não bate?
Bate, e bate muito.
No ringue da vida, o amor é invicto,
de todo jeito ele sai ganhando,
Seja por bem, ou por mal.
Severo Brincante
27/11/2014
Elegun
Somos Eleguns dos muitos eu's
As palavras , Eleguns dos sentidos,
Os sentidos, Eleguns das ações,
As ações, Eleguns de seus tempos,
Elegun, Cavalo-do-santo,
Que carrega a vida,
e eles que nos carregam
Machado Branco
27/11/2014
As palavras , Eleguns dos sentidos,
Os sentidos, Eleguns das ações,
As ações, Eleguns de seus tempos,
Elegun, Cavalo-do-santo,
Que carrega a vida,
e eles que nos carregam
Machado Branco
27/11/2014
Èlébara
ÈLÉGBARA
É LEBARA
ELE PARA
ELE PÀ ( mata)
ÈLÉGBARA
ELE É BARRA
ÈLÉPÒ
É ELE PÔ
O CARA
ÈLÉGBARA
ÈLÉGBA
ELEGUÁ
ELE GUIA A
ÈLÉGBA.
Machado Branco
27/11/2014
É LEBARA
ELE PARA
ELE PÀ ( mata)
ÈLÉGBARA
ELE É BARRA
ÈLÉPÒ
É ELE PÔ
O CARA
ÈLÉGBARA
ÈLÉGBA
ELEGUÁ
ELE GUIA A
ÈLÉGBA.
Machado Branco
27/11/2014
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Não consigo deter
Nao consigo deter,
esse estranho ofegar,
que tenho quando vejo você.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa luz que emana dos seus olhos
radiando brilho dos faróis.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
esse descompasso, perante a você
que atravessa meu samba e a bateria.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa boca vermelha, que escapa sorrisos
e caprichos que escorrem sem fim.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa sina de amar as águas,
mesmo não sabendo nadar.
Não consigo deter
Não consigo deter,
essa gula duma alma carente
faminta dos beijos que nunca vão dar.
Não consigo deter
Não consigo deter,
essa força capaz de atrair
o meu eu e você.
Essa eu não quero deter.
Severo Brincante
27/11/2014
esse estranho ofegar,
que tenho quando vejo você.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa luz que emana dos seus olhos
radiando brilho dos faróis.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
esse descompasso, perante a você
que atravessa meu samba e a bateria.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa boca vermelha, que escapa sorrisos
e caprichos que escorrem sem fim.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa sina de amar as águas,
mesmo não sabendo nadar.
Não consigo deter
Não consigo deter,
essa gula duma alma carente
faminta dos beijos que nunca vão dar.
Não consigo deter
Não consigo deter,
essa força capaz de atrair
o meu eu e você.
Essa eu não quero deter.
Severo Brincante
27/11/2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Jogo da vida
Já tomei banho de rio,
tomei banho de mar
mas não tenha água que faça
cicatriz apagar,
a cada dia que eu jogo capoeira com a vida,
saio com a carne marcada
e com a alma ferida.
E a vida bate muito,
bate sempre e pra arriar,
é preciso ter mandinga ou dureza no andar.
quem quiser ser bom mestre, ser bom professor,
não me lembro, em quanto aluno quem que nunca apanhou,
Mas que acha que a vida bate muito,
é por que ainda não apanhou no amor.
Severo Brincante, Lisboa, junho, 2014
tomei banho de mar
mas não tenha água que faça
cicatriz apagar,
a cada dia que eu jogo capoeira com a vida,
saio com a carne marcada
e com a alma ferida.
E a vida bate muito,
bate sempre e pra arriar,
é preciso ter mandinga ou dureza no andar.
quem quiser ser bom mestre, ser bom professor,
não me lembro, em quanto aluno quem que nunca apanhou,
Mas que acha que a vida bate muito,
é por que ainda não apanhou no amor.
Severo Brincante, Lisboa, junho, 2014
domingo, 30 de março de 2014
Nunca basta
A alma nunca está plena
sempre falta alguma coisa
o corpo nunca está pleno
sempre falta alguma coisa
a mente nunca está plena
e sempre falta alguma coisa
Severo Brincante, Lisboa.2014.
sempre falta alguma coisa
o corpo nunca está pleno
sempre falta alguma coisa
a mente nunca está plena
e sempre falta alguma coisa
Severo Brincante, Lisboa.2014.
terça-feira, 25 de março de 2014
Que mal vou eu? Casado, com mulher e filho,
vivendo da graça de contemplá-los
perdido no tempo de um sorriso,
de um gesto qualquer, ...de um bocejo...
Que mal vai a mim, tenho tudo que quero,
Quis tudo que tenho...
Não tomei o que é dos outros. e o que é meu,
é meu mesmo.
Que mal vem a mim, ...homem dos deuses...
das divindades...que o peito vai ao chão...
e que a boca só faz agradecer.
E o que quero do futuro?
Nada.
Quero apenas que os dias se alonguem, ... preciso de mais
sorrisos como aqueles, que eu me perco no tempo.
Severo Brincante. Lisboa. 2014
vivendo da graça de contemplá-los
perdido no tempo de um sorriso,
de um gesto qualquer, ...de um bocejo...
Que mal vai a mim, tenho tudo que quero,
Quis tudo que tenho...
Não tomei o que é dos outros. e o que é meu,
é meu mesmo.
Que mal vem a mim, ...homem dos deuses...
das divindades...que o peito vai ao chão...
e que a boca só faz agradecer.
E o que quero do futuro?
Nada.
Quero apenas que os dias se alonguem, ... preciso de mais
sorrisos como aqueles, que eu me perco no tempo.
Severo Brincante. Lisboa. 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
-Eu infelizmente te amo e casamento pra mim é eterno.
Disse ela.
E eu já sem chão, com medo de ver ruir aquilo que construí lhe disse:
-Eu não acho infelizmente não, por mais que tenha briga.
-Eu te amo.
-Por mais insuportável que fique eu não te deixo.
-Você é tudo que eu tenho.
-Se eu lhe perder não tenho mais nada.
E sem se deixar comover por minhas palavras
ela sacou mais uma de suas certeiras balas e me lançou:
-você deveria demonstrar isso dia a dia.
Ora mais que raios de amor é esse? Que só vê o que lhe convém...que raiva destrutiva é essa que não permite que nada do que é bom tenha evidência e seja relevante?
As vezes, penso que há aqui uma superposição de sentimentos...mas acredito que
não exista amor em competição...disputa de quem ama mais...acho que deve existir uma disputa... sim.. quando o amor compete por espaço, quando perde espaço pra a vaidade, pra o desprezo, pra a raiva, ódio, e outros tantos sentimentos que ocupam no coração o lugar do amor.
Eu, apenas um poeta, me assombro com essas coisas...queria em quem vez de oprimir, pudesse exaltar, que no lugar do sarcasmo, viesse a ternura, que a compreensão pudesse ocupar as trincheiras do coração, impedindo tudo do que é mau viesse.
Me resta...aqui, perdido nesse espaço, navegar sozinho, quando apenas aqui seja o lugar perfeito pra que possa está... pois outras realidades não me caberiam.
Severo Brincante. Lisboa, 2014
Disse ela.
E eu já sem chão, com medo de ver ruir aquilo que construí lhe disse:
-Eu não acho infelizmente não, por mais que tenha briga.
-Eu te amo.
-Por mais insuportável que fique eu não te deixo.
-Você é tudo que eu tenho.
-Se eu lhe perder não tenho mais nada.
E sem se deixar comover por minhas palavras
ela sacou mais uma de suas certeiras balas e me lançou:
-você deveria demonstrar isso dia a dia.
Ora mais que raios de amor é esse? Que só vê o que lhe convém...que raiva destrutiva é essa que não permite que nada do que é bom tenha evidência e seja relevante?
As vezes, penso que há aqui uma superposição de sentimentos...mas acredito que
não exista amor em competição...disputa de quem ama mais...acho que deve existir uma disputa... sim.. quando o amor compete por espaço, quando perde espaço pra a vaidade, pra o desprezo, pra a raiva, ódio, e outros tantos sentimentos que ocupam no coração o lugar do amor.
Eu, apenas um poeta, me assombro com essas coisas...queria em quem vez de oprimir, pudesse exaltar, que no lugar do sarcasmo, viesse a ternura, que a compreensão pudesse ocupar as trincheiras do coração, impedindo tudo do que é mau viesse.
Me resta...aqui, perdido nesse espaço, navegar sozinho, quando apenas aqui seja o lugar perfeito pra que possa está... pois outras realidades não me caberiam.
Severo Brincante. Lisboa, 2014
Das coisas
Das coisas que já vi na vida,
Me nego a rever a algumas.
Mulheres que não estão crescidas
E atitudes que não são nem uma.
Das coisas que já vi na vida,
Quase todas te levam a morte,
As que não levam, foi sorte.
De uma pessoa talvez, sabida.
Das coisas que já vi na vida,
Há algumas de grande desespero,
Coisas que nem com muito dinheiro,
Livram-te dessa agonia.
Das coisas que já vi na vida,
Há coisas que não dão certo,
Destampar abismos muito perto,
Vão causar decerto alguma ferida.
Das coisas que vi na vida,
O silencio é uma coisa sofrida,
Morada de quem nele habita,
Esconderijo da não exposição.
Das coisas que já vi na vida,
Rever antigas fantasias,
De um tempo em que já sou quem sou.
Que não dão certo nem deus lhe diga.
Severo Brincante, Lisboa.
domingo, 23 de março de 2014
Do lado de cá não tem samba,
Já há tempos que de Bambas
a madrugada não se faz.
Ahhh e as minhas cordas,
Que nem notas, já as querem mais
Já não tão mais a mostra
Do que o meu samba
foi capaz
Perdido no esquecimento,
Saudade, mal trato e lamento,
E um tal de não quero mais,
Fico num canto e aqui dentro...
Saudade é o que dói mais.
Chorando, calado e sofrendo,
Brigando,
querendo e sedento,
Um fogo que não arde, jaz.
E aqui, eu tão cheio de eu mesmo,
De partidos e não inteiro,
Reconstruo o que se desfaz.
Severo Brincante. Lisboa
sábado, 22 de março de 2014
Admita que não quer falar
Fale que não quer admitir.
Permita que o contrário esteja certo
Mesmo que eu, certo do contrário,
Entenda que não há ai contradição.
Esconda o que quer falar
Fale o que quer esconder.
Mesmo que mostrar seja o invisível,
E o escondido seja onde olhos vejam.
Saia de trás de você mesma,
Ainda que quem se esconda ai , não seja você,
Converse, com esse seu silencio que grita,
Assim de pe de ouvido com o meu desespero mudo.
E me ame, ahh me ame,
Por que você não está me amando.
Severo brincante, Lisboa, 22 março 2014.
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