Nao consigo deter,
esse estranho ofegar,
que tenho quando vejo você.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa luz que emana dos seus olhos
radiando brilho dos faróis.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
esse descompasso, perante a você
que atravessa meu samba e a bateria.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa boca vermelha, que escapa sorrisos
e caprichos que escorrem sem fim.
Não consigo deter.
Não consigo deter,
essa sina de amar as águas,
mesmo não sabendo nadar.
Não consigo deter
Não consigo deter,
essa gula duma alma carente
faminta dos beijos que nunca vão dar.
Não consigo deter
Não consigo deter,
essa força capaz de atrair
o meu eu e você.
Essa eu não quero deter.
Severo Brincante
27/11/2014
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
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