Que mal vou eu? Casado, com mulher e filho,
vivendo da graça de contemplá-los
perdido no tempo de um sorriso,
de um gesto qualquer, ...de um bocejo...
Que mal vai a mim, tenho tudo que quero,
Quis tudo que tenho...
Não tomei o que é dos outros. e o que é meu,
é meu mesmo.
Que mal vem a mim, ...homem dos deuses...
das divindades...que o peito vai ao chão...
e que a boca só faz agradecer.
E o que quero do futuro?
Nada.
Quero apenas que os dias se alonguem, ... preciso de mais
sorrisos como aqueles, que eu me perco no tempo.
Severo Brincante. Lisboa. 2014
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