Do lado de cá não tem samba,
Já há tempos que de Bambas
a madrugada não se faz.
Ahhh e as minhas cordas,
Que nem notas, já as querem mais
Já não tão mais a mostra
Do que o meu samba
foi capaz
Perdido no esquecimento,
Saudade, mal trato e lamento,
E um tal de não quero mais,
Fico num canto e aqui dentro...
Saudade é o que dói mais.
Chorando, calado e sofrendo,
Brigando,
querendo e sedento,
Um fogo que não arde, jaz.
E aqui, eu tão cheio de eu mesmo,
De partidos e não inteiro,
Reconstruo o que se desfaz.
Severo Brincante. Lisboa
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