sexta-feira, 13 de junho de 2014

Jogo da vida

Já tomei banho de rio,

tomei banho de mar

mas não tenha água que faça

cicatriz apagar,

a cada dia que eu jogo capoeira com a vida,

saio com a carne marcada

e com a alma ferida.



E a vida bate muito,

bate sempre e pra arriar,

é preciso ter mandinga ou dureza no andar.

quem quiser ser bom mestre, ser bom professor,

não me lembro, em quanto aluno quem que nunca apanhou,

Mas que acha que a vida bate muito,

é por que ainda não apanhou no amor.



Severo Brincante, Lisboa, junho, 2014