O amor pediu as contas, e saiu achando que ainda tinha razão
disse que ali, não mais ficava, que não
tinham as condições básicas para fazer um bom trabalho. Nada dissemos a ele... Deixamo-lo pensar que o seu trabalho
sempre fora bom e que nós dependíamos de sua presença. Ele saiu com a convicção
da frieza matemática que era o suprassumo e sem ele nós fecharíamos as portas,
que não teríamos know-how para desenvolver mais nada.
Ficamos sobressaltados com tamanha pretensão, um mero funcionário,
integrante de um processo como uma peça qualquer do jogo, com complexo de
superioridade. Nós dessa empresa vital acreditamos que existem outros
funcionário importantes no processo, temos uma linhagem socialista, aqui o
papel de todos tem o mesmo peso, e mesmo tendo afinidades maiores, não há
predileção. Ao contrário de outras
repartições, que dão a esse tipo de funcionário, carta branca pra mandar e
desmandar.
Engraçado... Chega a ser intrigante essa presunção deste
rapaz mal sabe ele, que a maioria dos transtornos, nessas corporações se deve a
ele e a função que funcionário deste tipo exerce.
A bomba sempre estoura não mão dele. Só que devido ao apelo
carismático que esse funcionário tem sempre o readmitimos, sempre na primeira
oportunidade, ele retorna ainda mais convencido. Particularmente acreditamos
que independente da boa relação que ele tem nos espaços que ele transita aqui
nessa empresa trabalho é trabalho.
E por mim, Chefe do Departamento de Recursos Humanos, ele
saia por justa causa e não voltava mais.
Severo Brincante